O Pacto Ribbentrop-Molotov

O Pacto Ribbentrop-Molotov, também conhecido como Pacto de Não-Agressão, foi estabelecido no ano de 1939, em um momento pacifíco entre Alemanha e União Soviética. O acordo leva o nome dos ministros das relações exteriores Joachim von Ribbentrop e Viatcheslav Molotov, e foi estabelecido, inicialmente, com o intuito de estabelecer dez anos de paz entre tais nações, não envolvendo-as em relações conflituosas uma com a outra, e principalmente, determinando que a URSS não deveria interferir militarmente caso, eventualmente, a Alemanha invadisse a Polônia ou tivesse algum embate com a Inglaterra ou com a França. Além disso, o pacto envolvia interesses territoriais, nos quais alega-se que uma de suas cláusulas ocultas estipulava que os Estados dividiriam o território da Polônia, Lituânia, Letônia, Estônia, Finlândia e Romênia entre eles, o que aconteceu parcialmente mais tarde, quando a Alemanha anexou para si a Polônia ocidental e a URSS tomou o controle da porção oriental. No entanto, embora o acordo trouxesse benefícios para ambos, os dois Estados possuíam suas próprias ambições; enquanto a URSS mostrava interesse por todo o território polonês e outras áreas consideradas “espaços vitais” dos germânicos, a Alemanha possuía interesse nas reservas econômicas soviéticas, além de discordâncias de Stalin em relação a expansão do Terceiro Reich em direção às terras eslavas. Ou seja, ainda que os ditadores possuíssem ambições diferentes, tal divergência pouco importou no momento em que o Pacto foi estabelecido, visto que a Hitler necessitava da segurança de que a URSS não interferiria na sua expansão e os soviéticos lucrariam com as ações alemãs naquele instante.

É revelante pontuar que o líder do partido nazista fundamentava suas medidas expansionistas não visando somente vantagens geográficas ou econômicas, mas também pautava suas conquistas segundo a ideologia nazista, tendo o objetivo de dominar o leste europeu pois os eslavos eram uma “raça inferior” se comparados à raça ariana dos alemães. Desse modo, conflitos territoriais e econômicos atrelados a convergências ideológicas entre Hitler e Stalin, fizeram com que a Alemanha rompesse o pacto em 22 de junho de 1941. O território soviético foi invadido repentinamente por tropas nazistas em uma ação, que já havia sido arquitetada há muito tempo por Hitler, denominada Operação Barbarossa. Embora o governo soviético não estivesse devidamente preparado para um combate, eles revidaram e contra-atacaram. O conflito resultante da operação contribuiu para a maior batalha travada durante a Segunda Guerra, a batalha de Stalingrado. Nesse sentido, os alemães não conseguiram resistir às ofensivas soviéticas, o que resultou na rendição de seus soldados em 1943. A derrota alemã na batalha de Stalingrado marcou o que foi considerado o início do fim da guerra, por ser a primeira de inúmeras perdas alemãs até o fim da guerra em 1945.

FONTE: LOWE, Norman. Mastering Modern World History. 5º ed, London: Red Globe, 2013. p.69-109.

Por Nathanny Ferreira

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